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Inezita Barroso morreu no Dia da Mulher.

Marta Barroso, afirmou na manhã desta segunda-feira (9) que a mãe sempre foi "desbravadora" e, por isso, não foi por acaso que morreu no Dia da Mulher.
Inezita Barroso morreu no Dia da Mulher
A filha da cantora e apresentadora Inezita Barroso, Marta Barroso, afirmou na manhã desta segunda-feira (9) que a mãe sempre foi "desbravadora" e, por isso, não foi por acaso que morreu no Dia da Mulher. Considerada uma das principais cantoras da música sertaneja brasileira, Inezita morreu na noite deste domingo (8), aos 90 anos, no Hospital Sírio-Libanês.
"Ela foi muito guerreira e desbravadora. Numa época que mulher nem dirigia, ela tinha o carro dela e já ia pra Brasília, pra Bahia dirigindo. Sempre foi a diferente. Morrer no Dia da Mulher não foi por acaso. Até para morrer ela escolheu uma data marcante", disse durante o velório do corpo da mãe na Assembleia Legislativa.

Marta diz que ouvia da mãe que ela não encontrava muito apoio para a carreira artística na família. “Ela contava que na família dela ela era meio podada. Já com a família do meu pai era o oposto: todo mundo era liberal, meu tio era ator. Meu pai deu a maior força”, afirmou.
“A música, a carreira, foi o que sempre a guiava e foi o que fez ela ir tão longe”, completou.
A filha também conta que a música "Ronda", um de seus sucessos, foi composta por Paulo Vanzolini na casa de seus pais. “Eu bem era pequenininha. Os amigos costumavam se encontrar na casa dos meus pais. Em um desses encontros o Paulo Vanzolini escreveu Ronda. Dois anos depois, quando minha mãe viajou ao Rio de Janeiro para gravar a Moda da Pinga perguntaram qual seria  a outra música que colocariam no disco. Paulo Vanzolini sugeriu que ela gravasse 'Ronda' e ela aceitou.”
O sepultamento está previsto para acontecer às 17h, no Cemitério Gethsêmani, no Bairro do Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

Formada em Biblioteconomia na Universidade de São Paulo (USP), Inezita foi uma grande pesquisadora da música caipira brasileira. Por conta própria, percorreu o interior do Brasil resgatando histórias e canções. Reconhecida por este trabalho, foi convidada a dar aulas sobre folclore em uma universidade paulista. Pelo seu trabalho como folclorista, e por ser uma enciclopédia viva da música caipira e do folclore nacional, recebeu o título de 'doutora Honoris Causa em Folclore' pela Universidade de Lisboa.
Foi a primeira mulher a gravar uma moda de viola e era considerada a grande dama da música de raiz.
Na televisão, sua carreira começou junto com a TV Record, onde foi a primeira cantora contratada. Depois, passou pela extinta TV Tupi e outras emissoras, até chegar à TV Cultura para comandar por mais de 30 anos o "Viola, Minha Viola".

Fonte: G1

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