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Secretaria de Saúde pagou R$ 155,8 mil por aluguel de faqueiro

Um relatório do TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal) aponta sobrepreço em um conjunto de faqueiro inox que foi alugado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O órgão pediu para ficar com o kit por 980 dias, o que totalizou um montante de R$ 155,8 mil pelo item – valor considerado exagerado pelo tribunal.
Um relatório do TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal) aponta sobrepreço em um conjunto de faqueiro inox que foi alugado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O órgão pediu para ficar com o kit por 980 dias, o que totalizou um montante de R$ 155,8 mil pelo item – valor considerado exagerado pelo tribunal.

Em pesquisa simples na internet, é possível verificar que um faqueiro exatamente como o utilizado pela secretaria custa entre R$ 519,90 e R$ 759,90, ou seja, o preço médio ficou em R$ 639,90. Mas existem modelos que custam cerca de R$ 248.

O aluguel do faqueiro em questão foi realizado ainda na gestão do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) que, segundo o Tribunal de Contas, não se pautou pelos “princípios da economicidade, eficácia e eficiência” por ter locado os talheres ao invés de compra-los. Além disso, o faqueiro foi usado em eventos que exigiam buffet, que geralmente já disponibilizam os talheres.

— Não foram apresentados [pelo GDF] argumentos que justificassem a economicidade da contratação dos dois itens citados pelo corpo técnico, revela o relatório.

O tribunal informa ainda que, de fato, em alguns eventos, foram utilizados 10 conjuntos de faqueiros simultaneamente. Contudo, a aquisição deles custaria R$ 4.960, valor que ainda é bem menor que o total pago pelo aluguel desse faqueiro ao final de 980 diárias.

O valor final do aluguel desse faqueiro, segundo o TCDF, demonstrou que o Governo do DF pagou o dobro do valor de mercado. Depois de análises, ficou comprovado que R$ 155,8 mil daria para comprar 628 faqueiros de 91 peças, ou 314 conjuntos com 182 peças.

Em contato com o R7 DF, A Secretaria de Saúde informou que não pode se manifestar sobre este assunto, porque as contratações aconteceram na gestão passada.

A gestão passada, por sua vez, garantiu ao próprio TCDF que “não teve êxido” na pesquisa de preço do faqueiro por ser um item “muito específico”. O argumento foi invalidade pelo tribunal.

Fonte da Notícia: R7
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