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Cientistas afirmam que a humanidade salvou a camada de ozônio

Um caso notável é o da camada de ozônio, aquela que protege a superfície terrestre dos raios ultravioleta, e que havia começado a enfraquecer de forma dramática por causa dos efeitos da atividade humana.
Buraco na camada de ozônio : 
Quando falamos de problemas ambientais do planeta, a pergunta que surge é se ainda estamos em tempo de remediá-los ou revertê-los, e as respostas costumam ser desanimadoras. No entanto, alguns indicadores poderão trazer algum otimismo. Um caso notável é o da camada de ozônio, aquela que protege a superfície terrestre dos raios ultravioleta, e que havia começado a enfraquecer de forma dramática por causa dos efeitos da atividade humana. Em 1987, o Protocolo de Montreal estabeleceu que os países assinantes se comprometeriam a acabar com as emissões de compostos químicos destruidores da camada de ozônio. Quase 30 anos depois, um artigo na revista Nature Communications afirma que, naquele momento, a comunidade internacional atuou a tempo: graças ao acordo, agora, a camada de ozônio está a salvo.

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A pesquisa, que utilizou dados meteorológicos muito detalhados para criar um modelo de simulação tridimensional, concluiu que se não fosse pelo Protocolo de Montreal o buraco na camada de ozônio estaria 40% maior do que em 2013. Trata-se, então, de uma boa notícia em meio a um panorama sombrio, e que pode servir para intensificar a participação e a responsabilidade dos governos e da população mundial em questões ambientais, já que, como sabemos agora, nem tudo está perdido.

A imagem acima apresenta duas amostras compostas da concentração de ozônio sobre a região Antártica em 2008 e até setembro de 2009. Medido em unidades Dobson, o déficit do gás é visto na coloração roxa e foram coletados pelo instrumento de monitoramento de ozônio a bordo do satélite Aura, da Nasa.
Concentração de ozônio
A imagem acima apresenta duas amostras compostas da concentração de ozônio sobre a região Antártica em 2008 e até setembro de 2009. Medido em unidades Dobson, o déficit do gás é visto na coloração roxa e foram coletados pelo instrumento de monitoramento de ozônio a bordo do satélite Aura, da Nasa.

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"Observamos que o buraco na camada de ozônio em 2009 está dentro da média da última década", disse o pesquisador Paul Newman, ligado ao Centro Espacial Goddard, da Nasa. "Apesar de parecer menor, ainda temos quatro semanas de coleta de dados e não sabemos ao certo como será o resultado até o final do período. Não dá para saber se o buraco vai se manter assim ou se vai crescer. Até agora está dentro da média". Anualmente, o buraco na camada de ozônio começa a crescer em agosto e atinge seu ápice entre setembro e outubro.


Estabilizado
O dia 16 de setembro marcou o Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio, quando o Protocolo de Montreal foi assinado para banir o uso de produtos químicos que formam o buraco, especialmente os clorofluorcarbonos, ou CFCs.
Os estudos mais recentes mostram que o tamanho anual no buraco da camada de ozônio está estabilizado, enquanto o nível das substâncias causadoras caiu cerca de 4% desde 2001. No entanto, uma vez que as principais substâncias responsáveis pelo fenômeno - clorina e brometo de metilo - têm longo tempo de vida, uma recuperação significativa da camada só será observada após 2020.


Unidades Dobson
A camada de ozônio é medida através de Unidades Dobson (DU) e é calculada medindo-se a área e a profundidade da camada em determinada região. Um buraco é definido quando os níveis na região avaliada situam-se abaixo de 220 unidades Dobson. A unidade descreve a espessura da camada de ozônio contida em uma coluna diretamente acima de um ponto qualquer, a 0ºC e sob a pressão de uma atmosfera. Um valor de 300 Unidades Dobson equivale a uma camada de ozônio de 3 milímetros de espessura.

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Buraco na Camada
O buraco na camada de ozônio é um fenômeno que ocorre na região da Antártida somente entre agosto e início de novembro durante a primavera no hemisfério sul e apesar do nome, não se trata propriamente de um "buraco" e sim a de um afinamento da espessura (rarefação) da ozonosfera, localizada entre 16 e 30 quilômetros de altitude. Essa camada apresenta cerca de 20 km de espessura e contém aproximadamente 90% de todo do ozônio que existe na atmosfera.
Em meados de novembro e dezembro, em função do aumento gradual da temperatura, o ar circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direção ao centro. Esse ar trás consigo o ozônio para a alta atmosfera na região do buraco, que tem seus níveis de gás normalizados até a chegada da próxima primavera.


Causas
A ozonosfera é uma camada que age como um filtro solar, impedindo que níveis elevados de raios ultravioleta atinjam a Terra. A diminuição ou aumento da espessura dessa camada ocorre naturalmente devido às variações normais da temperatura e das dinâmicas atmosféricas, mas é tremendamente amplificada pelas atividades humanas.
O buraco na camada de ozônio foi reconhecido pela primeira vez em 1985 e durante a última década, em escala global a camada perdeu 0.3% de sua espessura a cada ano, aumentando significativamente os riscos de câncer de pele, cataratas e causando danos à vida marinha.

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A diminuição da camada é causada pela presença de elementos que destroem o ozônio, como a clorina e o brometo de metilo, e principalmente pelos gases originados de produtos criados pelo homem, como os clorofluorcarbonos ou CFCs. Conhecido como gás freon, o CFC é usado em grande escala na produção de aerossóis, refrigeradores e produtos de limpeza. Apesar de ainda estar presente na atmosfera, sua concentração vem diminuindo graças ao Protocolo de Montreal, assinado em setembro de 1987. Nele, os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que reconhecidamente causam danos à camada.

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Fonte: HISTORY
Créditos Apolo11.com
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