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Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) põe 7 mil em férias coletivas

Trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) não aceitaram a proposta feita na quinta-feira pela empresa de redução da jornada de trabalho em 20% e dos salários em 10% por um ano. O plano, defendido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, teria como contrapartida a garantia de empregos também por um ano. A empresa alega que, por causa da queda nas vendas, tem 2 mil trabalhadores excedentes, de um total de 10 mil, incluindo pessoal administrativo. A proposta foi avaliada por meio de votos secretos e a rejeição foi “por ampla maioria”, segundo informou o sindicato nesta sexta-feira, 3. Com a decisão, a empresa afirmou que “terá de buscar outras alternativas frente a um excedente de 2 mil pessoas na fábrica”. Ontem mesmo a empresa deu férias coletivas a 7 mil trabalhadores da produção.
Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo:
Trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo (SP) não aceitaram a proposta feita na quinta-feira pela empresa de redução da jornada de trabalho em 20% e dos salários em 10% por um ano. O plano, defendido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, teria como contrapartida a garantia de empregos também por um ano. A empresa alega que, por causa da queda nas vendas, tem 2 mil trabalhadores excedentes, de um total de 10 mil, incluindo pessoal administrativo. A proposta foi avaliada por meio de votos secretos e a rejeição foi “por ampla maioria”, segundo informou o sindicato nesta sexta-feira, 3. Com a decisão, a empresa afirmou que “terá de buscar outras alternativas frente a um excedente de 2 mil pessoas na fábrica”. Ontem mesmo a empresa deu férias coletivas a 7 mil trabalhadores da produção.

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As linhas de montagem de caminhões, ônibus e componentes ficarão paradas até o dia 17. O sindicato informou que, por enquanto, as negociações estão interrompidas “e não há previsão de reunião com a empresa”. A proposta rejeitada incluía também a aplicação de apenas metade do reajuste salarial pela inflação (INPC na data-base da categoria, em maio do próximo ano. Em acordo anterior, os trabalhadores já haviam aceitado abrir mão do aumento real (acima da inflação). Outro item que estava na proposta era a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV para aposentados e trabalhadores com estabilidade. Nas vagas dos que aderissem, a Mercedes iria recontratar parte dos 300 trabalhadores demitidos em maio (de um grupo de 500, dos quais 200 saíram em PDV).

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Parte do grupo de demitidos está acampada próximo à fábrica há quase um mês. Na quinta-feira, o diretor do sindicato, Moisés Selerges, já havia afirmado que a negociação com a empresa tinha sido muito dura e considerava que a proposta era “a possível para este cenário de crise”. Desde o ano passado a Mercedes tem adotado medidas como lay-off (suspensão de contratos de trabalho por cinco meses), férias coletivas, folgas e semana reduzida de trabalho. No primeiro semestre, as vendas totais de caminhões caíram 42% em relação a igual período de 2014, para 37,4 mil unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O segmento de ônibus caiu 25%, para 11,7 mil unidades. As vendas da Mercedes, que é vice-líder do mercado em caminhões e líder em ônibus, caíram em proporções semelhantes. Somando automóveis e comerciais leves, as vendas totais de veículos na primeira metade do ano atingiram 1,318 milhão de unidades, 20,7% a menos do que em igual intervalo de 2014. Foi o pior resultado para o período em oito anos.

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O setor automotivo aguarda para a próxima semana a publicação de uma Medida Provisória estabelecendo o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), prometido pela presidente Dilma Rousseff. Ele prevê a redução em até 30% da jornada e igual porcentual para os salários, mas metade desse corte seria bancado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), responsável pelos pagamentos do seguro-desemprego, abono salarial e de parte dos salários de trabalhadores em lay-off. No meio sindical, a defesa é para que os salários sejam reduzidos pela metade do porcentual do corte da jornada, ou seja, se a jornada diminuir 30%, os salários cairiam 15% e seriam totalmente bancados pelo FAT. Empresas e sindicatos dizem que o custo seria inferior ao do pagamento do seguro-desemprego. Além disso, impostos continuariam a ser recolhidos porque o trabalhador mantém vínculo com a empresa. No lay-off, os contratos são suspensos e a empresa deixa de recolher INSS e FGTS do trabalhador.

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Fonte: Correio 24 Horas
Créditos e imagens: Google.com.br
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